Com o passaporte brasileiro, você tem acesso a 169 destinos sem visto.
Conheça os principais países por continente, os prazos de permanência e o que muda com as novas regras ETIAS e ETA em 2026.
Você sabia que existem países que não precisam de visto para brasileiros em uma quantidade impressionante? Em 2026, o Brasil ocupa a 16.ª posição no Henley Passport Index, o ranking mais respeitado no acompanhamento de acesso internacional.
Isso significa que, para uma experiência internacional de curta duração, o seu passaporte é quase sempre suficiente, desde que esteja válido e que você respeite o tempo máximo de permanência de cada país.
Neste guia completo, você encontra a lista atualizada de países que dispensam o visto para brasileiros em 2026, organizada por continente, com o prazo máximo de estadia permitido em cada destino.
Também explicamos as mudanças importantes que entram em vigor neste ano, como o ETIAS (Europa) e o ETA (Reino Unido), que não são vistos, mas exigem uma autorização eletrônica antes do embarque.
Por que o passaporte brasileiro é tão forte?
O Brasil mantém há anos uma posição de destaque no ranking mundial de passaportes. Em 2026, a 16.ª posição no Henley Passport Index é resultado de acordos bilaterais e multilaterais construídos ao longo de décadas, especialmente em regiões como América do Sul, Europa e partes significativas da Ásia, África e Oceania.
O ranking é elaborado com base em dados exclusivos da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o que garante precisão e atualização constante. Na prática, isso significa que o brasileiro tem liberdade de circulação parecida com a de cidadãos de países como Argentina (com quem dividimos a 16.ª posição) e muito próxima de nações europeias com economias muito maiores.
O passaporte de Singapura, atualmente o mais forte do mundo, permite acesso sem visto a 192 destinos. O Japão e a Coreia do Sul empatam em segundo com 191. Ou seja, os 169 acessos do passaporte brasileiro representam uma posição privilegiada no cenário global.
Essa força abre possibilidades concretas para quem quer explorar o mundo com menos burocracia. Tudo isso começa com um passaporte válido e o conhecimento correto sobre as regras de entrada de cada destino.
América do Sul: o continente com mais países que não precisam de visto
A América do Sul é a região em que o brasileiro tem maior liberdade de circulação. A maioria dos países vizinhos aceita o brasileiro apenas com o RG, sem necessidade sequer de passaporte.
Países que aceitam apenas o RG brasileiro
Os destinos sul-americanos em que você pode entrar apenas com o documento de identidade (sem passaporte) incluem:
- Argentina — até 90 dias;
- Chile — até 90 dias;
- Paraguai — até 90 dias;
- Uruguai — até 90 dias;
- Bolívia — até 30 dias com RG, mais tempo com passaporte;
- Peru — até 90 dias;
- Colômbia — até 180 dias;
- Equador — até 90 dias.
Para esses destinos, o único cuidado é ter um RG em bom estado, emitido há menos de 10 anos. Em alguns casos, a companhia aérea pode exigir um documento com menos tempo de expedição; por isso, vale conferir antes de embarcar.
Outros países do continente, como Guiana e Suriname, também aceitam brasileiros sem visto, mas exigem passaporte. Já a Guiana Francesa segue regras europeias por ser um território da França.
Se quiser entender como escolher o destino ideal para uma imersão cultural, vale olhar o panorama dos melhores países para fazer intercâmbio!
Europa: entrada livre para o espaço Schengen (com novidade em 2026)
A Europa está no topo da lista de destinos mais desejados por brasileiros, e é uma região bastante acessível para quem tem passaporte brasileiro.
Mais de 40 países europeus permitem a entrada de brasileiros sem visto para estadas de até 90 dias, desde que o objetivo não seja trabalho remunerado ou residência permanente.
Lista dos principais países europeus sem visto
Entre os países europeus que dispensam visto para brasileiros com passaporte válido:
- Espaço Schengen: Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça;
- Fora do Schengen: Reino Unido, Irlanda, Romênia, Bulgária, Chipre, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedônia do Norte, Sérvia e Turquia;
- Microestados: Andorra, Mônaco, San Marino, Vaticano e Liechtenstein.
Raros são os países europeus que ainda exigem visto de brasileiros: Armênia, Azerbaijão, Belarus e, em alguns casos específicos, Geórgia (embora ofereça isenção para estadas curtas na maioria das situações).
O que muda com o ETIAS em 2026?
A partir do último trimestre de 2026, brasileiros que pretendem entrar em qualquer país do Espaço Schengen precisarão obter o ETIAS (European Travel Information and Authorisation System) antes do embarque.
O ETIAS é uma autorização eletrônica prévia, pensada para reforçar a segurança e facilitar o controle de fronteiras.
Veja pontos principais do ETIAS.
- Taxa prevista: €20,00, cobrada para viajantes entre 18 e 70 anos;
- Validade: até 3 anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro;
- Solicitação: 100% online, com aprovação em minutos para a maioria dos casos;
- Abrangência: todos os 27 países do Espaço Schengen;
- Permanência: mantém o limite de 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias.
Quem já tem viagem programada para a Europa no segundo semestre de 2026 precisa acompanhar as datas oficiais de entrada em vigor e fazer a solicitação do ETIAS com antecedência.
A regra passa a valer para qualquer experiência internacional no bloco, incluindo cursos de idioma no exterior de curta duração.
Reino Unido: ETA já é obrigatório
O Reino Unido, que não faz parte do Schengen, adotou o ETA (Electronic Travel Authorisation). Desde janeiro de 2025, brasileiros precisam solicitá-lo antes de embarcar para Inglaterra, Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte.
As principais informações sobre o ETA britânico:
- taxa — £20 a partir de 8 de abril de 2026 (anteriormente £16);
- validade — 2 anos ou até o vencimento do passaporte;
- duração máxima da estada — até 6 meses por entrada;
- solicitação — aplicativo oficial “UK ETA” (iOS e Android) ou site do governo britânico.
Da mesma forma que o ETIAS europeu, o ETA é uma camada adicional de autorização, rápida e digital que não substitui o passaporte.
Para quem está pensando em estudar ou trabalhar no Reino Unido, o ETA é o primeiro passo do planejamento.
Ásia: destinos sem visto ganham destaque
A Ásia tem crescido como destino para brasileiros que buscam experiências culturais fora do circuito tradicional. E a boa notícia é que vários países asiáticos dispensam o visto brasileiro, com prazos que variam de 14 a 90 dias, dependendo do destino.
Principais países asiáticos sem visto para brasileiros
- Emirados Árabes Unidos: 90 dias;
- Filipinas: 30 a 59 dias (dependendo da política vigente);
- Geórgia: até 1 ano (um dos prazos mais generosos do mundo);
- Hong Kong: 90 dias;
- Indonésia: 30 dias;
- Israel: 90 dias;
- Macau: 90 dias;
- Malásia: 90 dias;
- Mongólia: 30 dias;
- Singapura: 30 dias;
- Tailândia: 30 dias (prorrogável);
- Turquia: 90 dias.
Alguns destinos populares entre brasileiros, como Japão, têm política específica: os brasileiros ainda precisam de visto para entrar, exceto sob condições muito particulares. Se esse é o seu plano, vale estudar antecipadamente o processo de curso de japonês em Tóquio.
A China, por sua vez, tem oferecido políticas de trânsito sem visto para períodos muito curtos em aeroportos específicos. É outra regra que merece atenção especial no planejamento.
África: destinos emergentes para brasileiros
O continente africano tem cada vez mais países permitindo a entrada de brasileiros apenas com passaporte, especialmente em destinos consolidados para visitantes internacionais e em algumas nações do norte do continente.
Países africanos sem visto para brasileiros
- África do Sul: 90 dias;
- Botsuana: 90 dias;
- Cabo Verde: até 30 dias (com taxa de segurança aeroportuária);
- Marrocos: 90 dias;
- Namíbia: 90 dias;
- Seychelles: 90 dias;
- Senegal: 90 dias;
- Tunísia: 90 dias.
A África do Sul aparece como um dos destinos africanos mais procurados por brasileiros que querem combinar um curso de inglês com imersão cultural. A Cidade do Cabo e Joanesburgo abrigam algumas das principais escolas de idioma do continente, com preços competitivos em comparação com cidades da Europa e América do Norte.
Outros destinos africanos, como Quênia e Tanzânia, exigem visto eletrônico (e-visa), que pode ser emitido on-line em poucos dias. É muito mais simples do que o processo consular tradicional.
Oceania: prazos generosos para explorar
A Oceania é conhecida pela distância — e também pelos prazos mais longos de permanência sem visto. Para brasileiros que querem passar meses no Pacífico sul, alguns destinos da região oferecem condições excelentes.
Oceania sem visto
Aqui estão as informações sobre os destinos na Oceania, ajustadas conforme sua solicitação:
- Nova Zelândia: exigência de NZeTA (autorização eletrônica, similar ao ETA britânico);
- Fiji: 4 meses;
- Ilhas Cook: 31 dias;
- Ilhas Marshall: 30 dias;
- Micronésia: 30 dias;
- Palau: 30 dias;
- Samoa: 90 dias;
- Tonga: 30 dias;
- Vanuatu: 30 dias.
A Nova Zelândia adotou a NZeTA em 2019, uma autorização eletrônica que também não é visto. O processo envolve solicitação on-line, aprovação rápida e validade de 2 anos. O documento cobre múltiplas entradas no país durante o período de validade.
A Austrália, por outro lado, continua exigindo visto eletrônico (eVisitor ou ETA australiano), mesmo para estadas curtas. O processo é 100% digital e geralmente aprovado em poucas horas.
América Central e Caribe: destinos próximos e acessíveis
A América Central e o Caribe oferecem uma combinação interessante de proximidade com o Brasil e prazos de permanência generosos. A maioria dos países da região dispensa o visto brasileiro.
Lista de países do Caribe e América Central
- Antígua e Barbuda: 180 dias;
- Bahamas: 90 dias;
- Barbados: 180 dias;
- Belize: 90 dias;
- Costa Rica: 90 dias;
- Dominica: 90 dias;
- El Salvador: 90 dias;
- Granada: 90 dias;
- Guatemala: 90 dias;
- Haiti: 90 dias;
- Honduras: 30 dias;
- Jamaica: 90 dias;
- Nicarágua: 90 dias;
- Panamá: 90 dias;
- República Dominicana: 90 dias;
- Santa Lúcia: 90 dias;
- São Cristóvão e Nevis: 90 dias;
- São Vicente e Granadinas: 90 dias;
- Trinidad e Tobago: 90 dias.
Para quem quer combinar uma experiência de inglês com imersão em um ambiente multicultural, destinos como Barbados (180 dias) e Jamaica (90 dias) oferecem escolas de idiomas em ambientes únicos.
Já a Costa Rica se destaca para quem quer praticar espanhol em um país conhecido pela estabilidade e pela natureza preservada.
América do Norte: atenção às regras
Nem todos os destinos do continente americano são isentos de visto. Estados Unidos e Canadá, dois dos principais destinos de brasileiros, ainda exigem visto ou autorização específica:
- Estados Unidos: visto obrigatório (B1/B2 para lazer e estudos curtos, F-1 para estudos longos). O processo é consular e envolve entrevista presencial;
- Canadá: brasileiros precisam de eTA (Electronic Travel Authorization) ou visto, dependendo do histórico de viagem e documentação. Desde 2017, brasileiros que já tiveram visto americano nos últimos 10 anos podem solicitar o eTA canadense, que é mais rápido;
- México: para viagens aéreas, é necessário obter uma Autorização Eletrônica (e-Visa) prévia. A isenção só se aplica a quem tem visto válido para países como os do Espaço Schengen, os EUA, o Canadá ou o Reino Unido.
O caminho do visto americano e canadense é mais longo, mas também abre portas para programas como o High School no Canadá e outras experiências internacionais de longo prazo.
Cuidados importantes mesmo em países sem visto
Mesmo em destinos que dispensam o visto, alguns pontos merecem atenção para que a sua entrada no país seja tranquila. Entrar em qualquer país estrangeiro exige documentação mínima que pode ser solicitada na imigração:
- passaporte com validade superior a 6 meses a partir da data de embarque;
- passagem aérea de retorno ou continuação da viagem;
- comprovante de hospedagem (reserva de hotel, carta-convite, endereço do curso);
- comprovante financeiro (documentação que demonstre capacidade de arcar com os custos da estada);
- seguro-saúde internacional, obrigatório em alguns destinos (como países do Schengen).
A imigração de cada país tem autonomia para decidir quem entra e quem não entra, mesmo com passaporte válido. Ter um plano claro de estadia e saber explicar o motivo da visita são fatores que reduzem drasticamente o risco de qualquer transtorno.
Para mais detalhes, vale conferir as dicas práticas para evitar problemas na imigração!
Fale com a CI Intercâmbio e escolha o seu próximo destino
Entender quais são os países que não precisam de visto é apenas a primeira camada do planejamento. Quando a experiência envolve um curso de idioma, um programa de imersão cultural ou uma vivência de mais longo prazo, as regras ficam mais específicas.
Na CI Intercâmbio, acompanhamos brasileiros em todo o mundo há 36 anos. Nossos consultores conhecem as regras específicas de cada destino, antecipam mudanças como o ETIAS e o ETA, e oferecem suporte 24 horas durante toda a sua experiência internacional.
Para quem quer transformar uma lista de destinos em um plano concreto, o caminho mais inteligente é conversar com quem vive esse universo no dia a dia.
Entre em contato, compartilhe o destino que mais chamou a sua atenção e deixe que a gente ajude você a organizar cada etapa!